Por que uma criança pequena deve frequentar um berçário?

Um espaço educativo de qualidade pode proporcionar desafios, autonomia, socialização e uma oportunidade para as crianças aprenderem a lidarem com seus próprios conflitos

Por Ana Paula Yazbek*

Escolhi esta pergunta como tema do artigo porque a considero bastante provocativa, pois traz uma afirmação a partir do uso do verbo dever, no imperativo. E, de fato, eu defendo esta ideia, pois acredito que frequentar um espaço educativo de qualidade traz inúmeros benefícios para a criança pequena.

Estar em casa é muito importante, mas sob algumas condições: se a criança estiver sob os cuidados dos pais (seja por revezamento ou por um dos dois não trabalhar). A partir de um ano e meio, porém, esta exclusividade de atenção pode gerar muitas tensões, e a criança precisa de um espaço no qual não tenha corresponder às expectativas de familiares.

Como afirma o pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott no texto “A mãe, a professora e as necessidades da criança” extraído do livro A criança e seu mundo, a entrada na escola fornece uma atmosfera emocional diferente da do lar, criando a oportunidade para o estabelecimento de relações pessoais profundas com outras pessoas, que não os pais, e favorece a provisão de brincadeiras construtivas.

Desta forma, estar num espaço educativo dá a oportunidade para a criança agir de modos diferentes, experimentando novas ações, sem que tenha que corresponder às expectativas de seus pais em relação ao modo como atua, ao desejo de sucesso e a proteção de frustrações, por exemplo. É natural e desejável que os pais depositem muitas expectativas em relação ao sucesso dos filhos, mas isto pode se tornar um peso grande para a criança, quando ela precisa corresponder ao modelo de filho ideal.

Estar num espaço educativo dá a oportunidade para a criança agir de modos diferentes, experimentando novas ações, sem que tenha que corresponder às expectativas de seus pais em relação ao modo como atua, ao desejo de sucesso e a proteção de frustrações, por exemplo. A instituição educativa oferece, como Winnicott afirma no mesmo texto, para a criança e para a mãe, um espaço para arejar e higienizar as relações, garantindo que, tanto a criança como a mãe, tenham vivências diferenciadas, sejam preenchidas por outros interesses e possam experimentar o sentimento de saudade.

Neste sentido, é desejável que a criança tenha a oportunidade de frequentar um espaço educativo de qualidade, pois ela será inserida em um grupo que tenha outras crianças e terá uma oportunidade de convívio de natureza muito diferente da que ela experimenta em todos os lugares que frequenta (clube, parque, praça, praia, quintal, igreja…), pois a relação adulto/criança é, muitas vezes, de um para um (isso quando não são dois ou três adultos, com uma única criança) e, nestas condições, a possibilidade das crianças interagirem entre si é limitada, pois há a presença constante de adultos na mediação desta interação.

Quando a criança frequenta um espaço educativo de qualidade, o convívio que ela estabelece com outras crianças é extremamente integrador e desafiador. Integrador porque ela pode se espelhar nas ações das outras crianças, ela aprende pela imitação e pela repetição das situações. Ela também experimenta o inverso, quando as outras crianças a imitam. E com isso, estabelece-se uma troca que foge ao controle de todos os envolvidos e isso é muito saudável para a infância. É um espaço de infância, onde a infância está garantida e a criança não precisa corresponder a comportamentos fechados e estigmatizados. E é desafiador, pois ela experimenta as tensões do convívio com outras crianças, seja pelas disputas (e seus possíveis desdobramentos: choros, mordidas, empurrões) ou pela partilha de brinquedos e espaços.

Em um espaço educativo de qualidade, a rotina é integradora, pois leva em consideração as suas necessidades físicas, afetivas, cognitivas, pessoais e as suas singularidades. Mas ao mesmo tempo, por ser um espaço coletivo, oferece a oportunidade de uma autonomia no estabelecimento das relações e em sua participação nas diferentes propostas, diferentemente das crianças extremamente tuteladas por adultos.

Desta forma, ela experimenta diferentes papéis, ora como protagonista, ora como espectadora, ora atuando, ora esperando.

Assim, as urgências de cada criança são percebidas de modo menos ansioso, e muitas vezes são as próprias crianças que precisam lidar com suas urgências e isso as ajuda a criar mecanismos para resolvê-las.

Para além destes aspectos emocionais, considero que frequentar um espaço educativo de qualidade é importante pois garante às crianças o acesso a objetos da cultura: músicas, histórias, produções artísticas, brincadeiras de forma planejada, sistematizada e contínua. E com isso, favorecem vivências enriquecidas, divertidas e harmônicas.

Os espaços de qualidade ao qual me refiro aqui são aqueles cuja visão de atendimento à primeira infância esteja garantido, os espaços e materiais sejam versáteis e organizados de forma desafiadora para potencializar as ações das crianças.

Lugares em que as crianças sejam respeitadas e desafiadas, que possam agir, falar e movimentar-se com autonomia e segurança. Espaços em que o encorajamento para
o enfrentamento das dificuldades esteja garantido, da mesma maneira em que o colo.

Espaços em que o choro seja consentido, acolhido e, se necessário, traduzido em palavras ou ações. Com educadores e outros profissionais envolvidos com o projeto pedagógico, cuja gestão do tempo tenha como foco as crianças.

Caso contrário, ou seja, se for um local em que as crianças sejam cerceadas de suas ações, as aprendizagens factuais sejam extremamente valorizadas e intensamente trabalhadas (nomes das cores, dos números e das formas geométricas, por exemplo), os educadores sejam impacientes e pouco disponíveis e a gestão do tempo seja pautada pelas demandas institucionais (limpeza dos espaços, horários da cozinha…), eu inverto a questão: será que vale a pena uma criança pequena frequentar uma “instituição educativa”?

*Ana Paula Yazbek é pedagoga formada pela Faculdade de Educação da USP, com especialização em Educação de Crianças de zero a três anos pelo Instituto Singularidades; iniciou mestrado na FEUSP em 2018 e é sócia-diretora do Espaço da Vila, berçário que atende crianças de 0 a 4 anos; trabalha com formação de professores desde 1995 e desde 2002 está voltada exclusivamente aos estudos sobre as crianças pequenas.

Anúncios

A adaptação na escola: como pode ser mais fácil

Com empatia e respeito ao momento, a adaptação na escola pode se transformar em um delicioso de desafio cheio de conquistas

 

Após a resistência de início, as crianças conseguem se integrar e brincar.                               Com respeito, podem fazer uma tranquila adaptação na escola.

A adaptação na escola pode ser marcada por certa dificuldade. Há crianças que choram ao despedir-se dos pais, outras que ignoram o pedido de beijo, outras que resistem em entrar na sala organizada para sua recepção.

Muitos pais ficam bastante desconfortáveis quando a despedida não ocorre de forma tranquila. Principalmente quando deixam seus filhos chorando. Sensação, aliás, perfeitamente legítima!

Mas é preciso entender a delicadeza deste momento. A chegada corresponde ao momento da separação da criança com seus pais. Corresponde também a uma mudança de papel, quando deixam de ser filho e tornam-se uma criança da turma.

É preciso entender a delicadeza deste momento. A chegada corresponde ao momento da separação da criança com seus pais. Corresponde também a uma mudança de papel, quando deixam de ser filho e tornam-se uma criança da turma.

Por mais que conheçam a rotina diária e que gostem de permanecer na escola, muitas crianças resistem a esta mudança. Prolongar a despedida e aguardar que a criança se acalme não costuma ajudar muito. É preciso que a criança se desvincule, temporariamente, dos pais para que consiga assumir os desafios diários de pertencer a um grupo.

É por isso, que pouco depois da despedida, as crianças conseguem brincar e participar dos diferentes momentos organizados para seu grupo.Portanto, mudar o olhar para este momento pode ajudar muito. As crianças, sentindo a segurança dos pais, o carinho e a atenção às suas inseguranças, irão enfrentar esse momento com mais confiança. São muitas idas e vindas. Mas a ida à escola é um processo de amadurecimento e autonomia que será positivo para todos.

 

O início do ano: “A vida é uma roda, todos ficam dando voltas.”

 

Por Heloisa Trigo

I.

Após a notícia do falecimento de Amós Oz, fui até a minha pequena estante de livros e peguei O monte do mau conselho*, escrito por ele em 1976, livro que havia ganhado de uma querida amiga e lido em 2014.  Nele, Amós Oz tece algumas histórias das infâncias de alguns judeus que foram para a Palestina antes da fundação do Estado de Israel. Existe um personagem chamado Hilel, pelo qual fiquei afeiçoada. É um menino gorduchinho que se perde com a sua imaginação sobre a África, o rio Nilo, os leões… As professoras e as “tias” da vizinhança gostam muito dele, o mimam com beijinhos russos e o chamam de “Cereja”. Numa conversa dele com a senhora da farmácia, entre um pirulito e uma bala, ela dizia para ele que a única esperança do povo judeu e, dela em particular, eram as crianças pequenas. Hilel às vezes, se envolvia com aquela atmosfera melancólica e tocava o coração dela com uma frase deliciosa: “A vida é uma roda. Todos ficam dando voltas.”

 

II.

As atividades pedagógicas do Espaço da Vila começaram nesta semana, mas seu funcionamento durante as férias das crianças não parou. Lena, diretora administrativa e pedagógica, cuidou de todas as micros e macros reformas que os ambientes precisavam. Quando a equipe pedagógica voltou, encontramos os ambientes revigorados com cheiro de tinta fresca e isso deu pique para que os dois dias de planejamento para o início das atividades começassem bem. Foi Piaget sobre o olhar de Ana Paula e Marcola que conduziu as reuniões de planejamento. Nelas, tratamos e voltamos para alguns conceitos sobre o período de desenvolvimento da inteligência dos bebês e das crianças pequenas e começamos a cuidar de como faríamos o acolhimento a elas.

Primeiro, pensamos sobre o brincar livre, canto, lanche coletivo, brincadeira dirigida, organização do almoço e jantar, ou seja, olhamos para o fazer das educadoras.

Depois, começamos a subjetivar um pouco mais o trabalho e ver como poderíamos contribuir para reativar, da melhor maneira, as memórias das crianças com o retorno delas para o Espaço e, com isso, fôssemos o melhor lugar para elas. Neste momento, o nosso pensamento pedagógico voltou a atribuir um outro valor para o choro das crianças (muitas poderiam chorar e sentir o distanciamento de suas famílias) e para acolhê-las da melhor maneira, e nos comprometemos a ter um diálogo afetivo com as famílias, bebês e crianças.

Agora, depois de reler Amós Oz e, há 17 anos ver a Lena comandar as reformas necessárias, a Ana conduzir o planejamento pedagógico e eu e as minhas colegas educadoras cuidarmos dos primeiros dias do retorno das crianças, concordo com Hilel, “a vida é uma roda, todos ficam dando voltas”. Então, que a nossa volta deste ano seja marcada pelo prazer de estarmos juntos e compartilhar um pouco das voltas da vida.

 

III.

Na quarta-feira, dia 16 de janeiro, foi o primeiro dia de atividades com as crianças e pelos semblantes, expressões e gestos delas, parecia que tiveram a mesma sensação que a equipe pedagógica ao reencontrar com o espaço revigorado. Apontaram e falaram muito da areia azul, (agora arroxeada), que já existe há 17 anos, e ficaram muito felizes em realizar as experiências com gelo, entre outras tantas brincadeiras. Além disso, almoçaram e jantaram muitíssimo bem a deliciosa comida da Eliane e puderam ter tempo de ganhar muitos abraços e colos das educadoras.

No primeiro dia, tivemos tudo o que abordamos no planejamento, choro, acolhimento, risadas, brincadeiras, cantos, momentos livres e diversas necessidades atendidas nas relações interpessoais.

Ao retornar o trabalho com os bebês e as crianças pequenas, vejo que alguns verbos são imprescindíveis para que tenhamos um excelente início de ano. São eles: receber, acolher, aproximar, planejar, cuidar, esperar, aproximar, propor, brincar e observar. Eles nos abrem novas possibilidades para talvez fazer o mesmo de todos os anos, mas ainda assim, um pouco diferente.

Agora, depois de reler Amós Oz e, há 17 anos ver a Lena comandar as reformas necessárias, a Ana conduzir o planejamento pedagógico e eu e as minhas colegas educadoras cuidarmos dos primeiros dias do retorno das crianças, concordo com Hilel, “a vida é uma roda, todos ficam dando voltas”. Então, que a nossa volta deste ano seja marcada pelo prazer de estarmos juntos e compartilhar um pouco das voltas da vida.

Bem-vindos à 2019, que este ano seja fértil, agradável e que o Espaço abrigue muitas crianças! Estamos preparados para isso!

 

*Oz, AMÓZ. O monte do mau conselho. São Paulo:Companhia das letras, 2011.

o monte do mau conselho - amós oz

 

RECEITA DO MÊS: Biscoito de natal

Todo o mês, receitas saudáveis, fáceis e práticas de nossas nutricionistas Camila Marion e Caroline Morioka para o lanche das crianças. Veja como fazer biscoito de natal. Uma ótima receita para fazer com as crianças para elas participarem da ceia de natal.

O tradicional piquenique – 2018

Muito sol e alegria brindaram o piquenique de fim de ano do Espaço da Vila. Foi uma deliciosa confraternização com muita comida, música e, no final, o delicioso e tradicional banho de esguicho.

Veja os melhores momentos de nosso piquenique:

Devolutiva das famílias sobre os relatórios

Muito lindo esse relatório que vocês prepararam. É emocionante e muito bacana o olhar e sabedoria que vocês têm nas observações sobre cada um. Aprendi bastante sobre eles lendo esses relatórios.
Esse ano pra mim particularmente foi muito especial e vocês me ajudaram muito, talvez nem saibam o quanto ou saibam…
Quero agradecer muito a vocês que, sutilmente, me ajudaram e ainda ajudam a achar meu caminho da maternidade.
Obrigada a vocês Di, Jane, Marcinha , Aline, Carol, Sabrina e Helô. Sei que outras tantas pessoas aí o Espaço tornam a vida dos meninos mais feliz. Agradeço a todo o pessoal que não economiza nos carinhos com eles.
Muito obrigada
Grande beijo,
Feliz Natal e um lindo ano novo!!
Jocimara, mãe do Tomás e Mateus (turma dos bebês).

Devolutiva das famílias sobre os relatórios

Bom… primeiro de tudo tenho que enxugar as lágrimas pra conseguir escrever.

    Ainda não sei muito bem como colocar em palavras minha eterna gratidão, admiração e entusiasmo em ter todos vocês no meu cotidiano e nos cuidados diários da Isa.
    Vocês são incríveis, cada projeto, cada cuidado e cada palavra dirigida à Isa foram de extrema importância no desenvolvimento dela. Sem vocês tenho certeza que ela não teria esse repertório tão amplo.
    Agradeço imensamente às professoras e auxiliares desse ano! Fabi, Vanessa, Aline e Rúbia, vocês são maravilhosas. Foi com extrema alegria que vi a Isa me relatar o quanto as adora. Esse ano foi um ano de amadurecimento muito grande e vocês foram as propulsoras desse processo. Agradeço demais a competência. O relatório fez até o Ulysses chorar. Obrigada pelo relato tão amoroso.
     Leda, Nalva e Jô, muito obrigada por sempre deixarem a Isa limpinha. Por ajudá-la no desfralde e por serem tão amáveis.
      Penha e pessoal da cozinha, minha eterna gratidão por fazer a comida da Isa com tanto amor e  sabor. A alimentação dela nunca foi uma preocupação para mim, pois sabia quanto ela comia bem com vocês.
      Ademir, Francisco e Evaristo, muito obrigada por todo suporte! Por olhar o Caio no carro enquanto ia pegar a Isa lá dentro. Por serem sempre tão simpáticos e prestativos.
      Lele, nossa eterna primeira professora! De professora da Isa passou a ser minha amiga! Obrigada por nos acolher tão lindamente.
      Lena e Kiki, obrigada por administrar  com tanto carinho e possibilitar novas instalações (foi demais aquela instalação de água com canos que vocês fizeram esse ano no verão) e investimentos para que o Espaço continue funcionando.
       Ana e Helô, muito obrigada por investirem arduamente na educação infantil. Vocês são pessoas que admiro muito. Obrigada por estudarem e implementaram todo esse estudo em nossas crianças. Trabalho com desenvolvimento infantil e percebo o quanto o Espaço da Vila é diferenciado no cuidar, no educar e no possibilitar o desenvolvimento da criança.
      Marcola e Lucas, a Isa ama vocês! Todo dia ela conta um história da aula de movimento ou música.  Às vezes, me vejo cantando “galinha choca, comeu minhoca, ficou pulando feito pipoca” hahahahahaha.
     Por fim, agradeço as demais professoras que sempre compartilharam um abraço, um relato, um segurar o Caio para eu ir ao banheiro!
      Esse foi o último relatório da Isa no espaço… coração apertado, mas cheio de certeza que ela está mais do que nunca pronta para ir alem! Vocês são espetaculares! Muito obrigada!
PS: só não estou me acabando de chorar, porque ano que vem começo tudo de novo com o Caio <3️
Beijos,
Janaina, mãe da Isadora (turma 4 integral)

Turmas 4 – um até logo

Regado a queijo, petiscos e vinho, a reunião das turmas 4 (manhã, 4A e 4B)  também foi foi marcada por muita emoção. Grande parte das crianças que integraram essas turmas neste ano  encerraram um ciclo no Espaço da Vila, que já ficou pequeno para os desafios os que aguardam na vida.

O filme do segundo semestre, editado pela Heloisa Trigo, aproximou ainda mais as famílias dos trabalhos realizados com educadores e especialistas, pois permitiu que todos vivenciassem um pouco da rotina das crianças no Espaço da Vila. Além disso, o vídeo fez uma retrospectiva das crianças que frequentam o Espaço desde bebês, arrancando lágrimas das famílias que construíram essa história conosco.

“Já são 16 anos de Espaço da Vila e é com cada criança que passou por aqui que aprendemos todos os dias para aprimorar o trabalho que fazemos”, falou em seu pronunciamento a diretora pedagógica Ana Paula Yazbek.

Marcos Mourão, o Marcola, professor de corpo e movimento do Espaço, fez questão de ressaltar a importância das crianças serem livres para se expressar e brincar. “As crianças hoje seguem o ritmo do adulto. Elas vão para a academia com os adultos. Mas elas precisam brincar. Precisam viver o tempo de criança”.

Alguns pais também se pronunciaram para agradecer o Espaço pelos anos de convivência e parceira e deixaram claro sua tristeza em deixar o que chamaram de “família”.

As famílias também puderem visitar a exposição do trabalho das crianças e levar uma lembrança para casa de uma das atividades desenvolvidas durante o semestre.

Veja os momentos marcantes da reunião com as famílias das turmas 4.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.