A adaptação na escola: como pode ser mais fácil

Com empatia e respeito ao momento, a adaptação na escola pode se transformar em um delicioso de desafio cheio de conquistas

 

Após a resistência de início, as crianças conseguem se integrar e brincar.                               Com respeito, podem fazer uma tranquila adaptação na escola.

A adaptação na escola pode ser marcada por certa dificuldade. Há crianças que choram ao despedir-se dos pais, outras que ignoram o pedido de beijo, outras que resistem em entrar na sala organizada para sua recepção.

Muitos pais ficam bastante desconfortáveis quando a despedida não ocorre de forma tranquila. Principalmente quando deixam seus filhos chorando. Sensação, aliás, perfeitamente legítima!

Mas é preciso entender a delicadeza deste momento. A chegada corresponde ao momento da separação da criança com seus pais. Corresponde também a uma mudança de papel, quando deixam de ser filho e tornam-se uma criança da turma.

É preciso entender a delicadeza deste momento. A chegada corresponde ao momento da separação da criança com seus pais. Corresponde também a uma mudança de papel, quando deixam de ser filho e tornam-se uma criança da turma.

Por mais que conheçam a rotina diária e que gostem de permanecer na escola, muitas crianças resistem a esta mudança. Prolongar a despedida e aguardar que a criança se acalme não costuma ajudar muito. É preciso que a criança se desvincule, temporariamente, dos pais para que consiga assumir os desafios diários de pertencer a um grupo.

É por isso, que pouco depois da despedida, as crianças conseguem brincar e participar dos diferentes momentos organizados para seu grupo.Portanto, mudar o olhar para este momento pode ajudar muito. As crianças, sentindo a segurança dos pais, o carinho e a atenção às suas inseguranças, irão enfrentar esse momento com mais confiança. São muitas idas e vindas. Mas a ida à escola é um processo de amadurecimento e autonomia que será positivo para todos.

 

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A importância das crianças brincarem sozinhas

 

É importante para as crianças brincarem sozinhas? Como elas devem ser estimuladas?  Como estimulá-las sem interferir no seu direcionamento para o brincar?

Atendendo ao pedido de uma família do Espaço da Vila, falamos sobre o assunto em um vídeo.

 

 

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Espaço da Vila

Desenvolvimento infantil: Conversas sobre uma mochila esquecida

No dia a dia, diversas situações que passamos com as crianças nos escapam, mas  estão fazendo parte do desenvolvimento infantil. Analisando a história abaixo, fica claro como um trabalho pedagógico pode fomentar nelas, de forma decisiva, aspectos como a autonomia, vocabulário, construção de vínculo, pertencimento e identidade

Por Ana Paula Yazbek

Neste post vou relatar uma cena que me fez pensar sobre como os princípios e objetivos do trabalho com as crianças pequenas em relação ao desenvolvimento infantil transparecem no dia a dia e, se não tomarmos cuidado, acabamos não conseguindo enxergar o que há por trás de ações que podem parecer triviais.

Num final de período, eu estava me deslocando do parque a caminho de meu escritório, quando um menino de 2 anos e sete meses me parou para mostrar uma mochila que ele supunha que um colega tivesse esquecido:

– Ana espere! Olha, aqui está a mochila do meu amigo, eu acho que ele já foi embora. Aqui também tá a bolsa da mãe dele!

desenvolvimento infantil

Ações diárias podem parecer triviais, mas incidem decisivamente no desenvolvimento infantil

Como era um lugar que normalmente não guardamos as mochilas, eu olhei ao redor e não vi nem a criança, nem a mãe, e achei que, na correria, a mãe tinha esquecido a mochila com a bolsa. Então, eu peguei-as, disse-lhe que ia tentar ver se ainda estavam na porta ou iria telefonar para casa deles. Mas antes de sair, o menino me interrompeu e me instruiu sobre o que fazer:

— Não, Ana! Precisa dizer que tava no lugar errado e aí você fala com ela e depois você diz, “tchau e de nada”!

 

Mas antes de sair, o menino me interrompeu e me instruiu sobre o que fazer:

— Não, Ana! Precisa dizer que tava no lugar errado e aí você fala com ela e depois você diz, “tchau e de nada”!

Qual leitura eu faço desta cena?

As ações acima denotam que ele é uma criança que conhece o funcionamento do Espaço da Vila. Sabe quem são as pessoas que chegam, quem vai embora, conhece o que pertence às crianças com as quais ele convive e entende alguns códigos – que uma mochila acompanhada de uma bolsa indica a presença de uma mãe e, ao notar que estes objetos estavam num local pouco usual de guarda, supôs que alguma coisa poderia estar acontecendo e que os donos precisariam ser informados. Ao me ver e conversar comigo, mostrou saber que eu seria a pessoa que poderia dar um destino para estes objetos, afinal, ele me vê circulando e conversando com as famílias (inclusive com a sua mãe), sabe que eu sou uma pessoa que me relaciono tanto com as crianças como com as famílias. Mostrou também uma preocupação com a boa educação que era informar a pessoa que as bolsas estavam perdidas e que existe uma norma relacionada ao agradecimento quando a gente conversa com alguém e dizemos “de nada”. Por fim, mostrou que ele se importa com algo que pertence ao outro.

Isto me faz pensar o quanto que num cotidiano que é significativo para as crianças este tipo de coisa acontece. Se ele estivesse restrito ao espaço de uma sala de aula, tendo que repetir jargões, palavras prontas, completar o discurso que a educadora sugere; se houvesse restrição para a circulação e presença de pais e mães; se os pertences das crianças fossem iguais, seria muito difícil que uma situação como esta acontecesse.

Outra reflexão que surge é que este tipo de interação muitas vezes é pouco notada mas, ao analisá-la, percebemos todo o trabalho sutil que acontece ao longo do dia a dia, que ilustra alguns pontos bastante significativos para a maior parte dos projetos pedagógicos, como construção de vínculo, autonomia, pertencimento, identidade, vocabulário, e muito mais, pois (ainda bem) tem muitas coisas nos escapam,  principalmente às que estão no âmbito do imaginário infantil. Mas isto será assunto para outro post.

Sobre como lidar com a bagunça das crianças

Por Ana Paula Yazbek

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Num final de tarde de domingo, quando meus filhos eram pequenos, meu filho menor saiu rapidamente do quarto que dividia com a irmã, após ter brincado muito tempo sozinho, e bateu a porta com força. Ao se encontrar comigo e com seu pai na sala tentou desviar a nossa atenção, mas não conseguiu, pois fomos direto ao quarto e vimos que estava MUITO bagunçado, com quase todos os brinquedos espalhados pelas camas e pelo chão. Então, saímos de lá e dissemos que ele precisava guardar os brinquedos nos cestos e quando tivesse guardado uma boa parte, ele poderia nos chamar para ajudá-lo. Prontamente ele entrou no quarto, mas um minuto depois saiu, fechando a porta bruscamente e falando com a voz mais fofa do mundo “Mãe, pai, não pode entrar no meu quarto, porque um rato muito feroz entrou lá e bagunçou tudo!”. Segurando o riso, dissemos que o rato já devia ter ido embora, e voltamos a pedir que guardasse uma parte dos brinquedos e o acompanhamos desde o princípio, recolhendo a maior parte dos brinquedos. Além de render uma história graciosa para nossa família, até hoje convivemos com este “rato terrível” que teima em entrar em seu quarto (aos dezessete anos!). O curioso é que este “bichinho” não entrou mais no quarto da irmã após cada um passar a dormir em cômodos separados.

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Prontamente ele entrou no quarto, mas um minuto depois saiu, fechando a porta bruscamente e falando com a voz mais fofa do mundo “Mãe, pai, não pode entrar no meu quarto, porque um rato muito feroz entrou lá e bagunçou tudo!”.

Já buscamos muitas explicações para esta diferença: seria questão de gênero (ou mesmo um modelo machista de educar filhos); fomos permissivos demais; seria um jeito dele demarcar seu território e as diferenças em relação ao resto da família; seria praga de sogra (ops!) ou seria tudo isso junto e misturado?

Bom, ainda buscamos estas respostas, mas quis partilhar esta história particular, pois fui questionada sobre como agir quando a criança se recusa a arrumar os brinquedos que espalha pela casa e, principalmente, quando ela os arremessa de propósito.

Por uma feliz coincidência, recentemente li num livro, As origens do brincar livre, editora Omnisciência[1], dirigido prioritariamente para educadores e que contém algumas orientações para conseguir envolver as crianças pequenas na organização dos materiais. Em primeiro lugar, as autoras disseram que cabe aos adultos a organização e que as crianças podem participar com uma pequena parte destas tarefas. Depois, elas sugerem que pensemos sobre a quantidade de brinquedos, objetos e materiais que elas têm disponíveis (o que nos contextos domésticos, costuma ser excessivo, não é mesmo?) e a partir daí, propõem que se faça uma seleção destes materiais, deixando uma quantidade menor disponível para o uso diário e se estabeleça critérios para colocar à mostra os demais (ex. brinquedo para usar aos finais de semana, retirada/doação de brinquedos pouco utilizados e substituição por outros que estejam guardados, além da organização pelos tipos – brinquedos de encaixe; carrinhos; materiais de casinha; bonecas; heróis…).

Incluo aqui a ideia de incorporar as crianças em algumas situações de organização da casa, como: arrumar as almofadas do sofá enquanto os adultos reorganizam a sala; levar a roupa suja para o cesto; colocar a mamadeira/copo de leite na pia; guardar os sabonetes e pastas de dentes nos armários após a compra de supermercado, entre tantas outras.

Quando a bagunça impera, vale a pena evidenciá-la para a criança, mostrando e conversando com ela sobre o quanto perturba ter a casa bagunçada. Caso a criança esteja numa atitude provocativa (algo que fica mais frequente a partir dos 3 anos), transfira a bagunça das áreas comuns da casa para o seu quarto, ou retire temporariamente os objetos de seu acesso.

Não pensem, entretanto que fazer tudo isto é garantia de que tudo será resolvido, vide o que relatei no início do texto. Estamos falando de vida real e não de auto-ajuda! Até hoje temos conversas, brigas, explicações, tolerâncias, ações restritivas… e acredito que mesmo não conseguindo atingir o (nosso) objetivo (como pais), os valores que estão imbricados no ato de cuidar da nossa casa e de nossos objetos chegam (e chegarão) de alguma forma!

 

PS: Por via das dúvidas, estou à procura de uma ratoeira que dê fim a um “rato terrível”, alguém conhece?

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[1] As origens do brincar livre. Autoras: Éva Kálló e Györgyi Balog
Tradução: Grupo Educar 0 a 3
Editora: Omnisciência

 

Sobre a timidez das crianças

Muitos pais consideram seus filhos tímidos. Mas e o que dizer do tempo da criança? Será que os pais podem estar reforçando comportamentos? Veja no vídeo da diretora pedagógica do Espaço da Vila, Ana Paula Yazbek.

 

RECEITA DO MÊS: Bolo de banana e cacau

Todo o mês, receitas saudáveis, fáceis e práticas de nossas nutricionistas Camila Marion e Caroline Morioka para o lanche das crianças. Veja como fazer bolo de banana e cacau.

Receita de abril

Sobre crianças, lobos, bruxas e travessias

A literatura  nos ajuda a descobrir o mundo. Mas, a partir disso, o que oferecer às nossas crianças? Quais os melhores livros? Existem temas que devem ser evitados? Veja o que disse Denise Viotto, criadora da A Taba, que escreveu à convite do Espaço da Vila.

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O encontro ou reencontro dos adultos com a literatura infantil e juvenil pode se dar de várias formas. Para alguns, isso acontece com o ingresso dos filhos na escola e para outros, desde muito antes do nascimento deles. O fato é que há sempre um hiato chamado tempo, que separa a criança que um dia fomos daquela que agora sabe do mundo por meio das palavras.

Para quem se aventura a adentrar a seção infantil das livrarias e bibliotecas, encontrar um bom livro pode ser um desafio muito grande. Afinal, são muitas as obras e poucos os recursos que favorecem a aproximação entre bons livros e leitores.

Bons e maus livros

Para mim, todos os bons livros para crianças são bons livros para adultos. O contrário nem sempre é verdade. Além disso, todo tema pode ser apresentado às crianças; a diferença está sempre na abordagem.

Crianças – prefiro sempre o plural – são seres extremamente sensíveis e inteligentes, capazes de sentir e apreender o mundo e a cultura em suas diferentes manifestações. Basta apenas que lhes sejam oferecidas condições adequadas e que estejam cercadas de adultos sensíveis e atentos, abertos à escuta generosa de todas as suas expressões.

Creio que nosso papel como educadores e responsáveis pelo cuidado com os pequenos seja o de estarmos perto para apoiar e acompanhá-los em suas descobertas e travessias, já que não podemos experimentá-las em seu lugar e muito menos privá-los dos riscos e também das alegrias de estarmos vivos.

Crianças são seres extremamente sensíveis e inteligentes, capazes de sentir e apreender o mundo e a cultura em suas diferentes manifestações. Basta apenas que lhes sejam oferecidas condições adequadas e que estejam cercadas de adultos sensíveis e atentos, abertos à escuta generosa de todas as suas expressões.

 É comum associarmos a imagem da infância ao ideal de pureza, segurança, satisfação e alegrias constantes. Mas, se apelarmos à nossa memória, saberemos que essa ideia não corresponde à realidade.

Desde que nascemos, lidamos com todas as emoções básicas da experiência humana: medo, angústia, alegria, raiva…E as palavras podem ser um recurso fundamental para nomeá-las e construir novas representações para as mesmas. Por isso, os livros e as histórias são um precioso tesouro a ser oferecido a todas as crianças.

Mas, e os livros que apresentam personagens malvados, figuras que causam medo ou situações que geram angústias? Mesmo eles podem ser bons para os pequenos? Lemos ou escondemos essas obras?

Vivemos em uma sociedade que valoriza a perfeição, a juventude e alegria eternas. Nesse cenário, tudo o que é mau, feio ou monstruoso deve ficar escondido. O que fazer então como nossa própria feiura? Com os comportamentos e desejos que não podemos expressar?

Na famosa história de Harry Potter, todos os bruxos e bruxas não ousam pronunciar o nome do grande vilão Voldemort, referindo-se a ele pela alcunha de “Você-sabe-quem”. Nos primeiros livros da saga, inclusive, o malvado personagem não tem forma, é volátil, sendo muito difícil vencê-lo.

Vivemos em uma sociedade que valoriza a perfeição, a juventude e alegria eternas. Nesse cenário, tudo o que é mau, feio ou monstruoso deve ficar escondido. O que fazer então como nossa própria feiura? Com os comportamentos e desejos que não podemos expressar?

Curiosamente, é o herói da história quem – desde cedo – aprende a nomeá-lo. E à medida em que outros personagens também se atrevem a fazê-lo, Voldermort toma forma, sendo possível derrotá-lo no final da saga.

Gosto muito da metáfora construída pela autora. O mal, que se revela dentro e fora de nós, precisa ser nomeado e conhecido. É esse encontro que protege a inocência. Só em contato nossos próprios lobos e bruxas, nossos próprios medos é que podemos reconhecê-los nos outros e em nós mesmos para, então, decidirmos enfrentá-los.

Quem tem contato com as crianças sabe que muitas delas possuem um interesse grande por personagens que representam o lado mais sombrio da experiência humana, como os lobos e as bruxas, por exemplo. Mesmo temendo essas figuras, é comum que peçam repetidamente a leitura de suas histórias.

O que esses personagens possuem de tão fascinante? Porque algumas crianças desejam tanto esse encontro? Porque ele é fundamental para o desenvolvimento saudável do ser humano. Todos temos nossas sombras. A natureza humana é composta por aspectos amorosos e também assustadores. E quanto mais estivermos de frente para nossas contradições, mais saudáveis seremos.

Curiosas por natureza

E as crianças, curiosas por natureza, desejam ter acesso também a experiências que sabem ser difíceis, mas que precisam ser enfrentadas. Elas estão construindo seu repertório de sentimentos e aprendendo a expressar suas emoções. Para isso, é fundamental contar com a segurança de um adulto que possa acolhê-las e mediar o encontro com suas própria sombra. Isso não significa abandoná-las na floresta escura para que enfrentem sozinhas seus lobos. Mas, estar a seu lado – em um primeiro momento – para que depois, quando adultas, possam ter a coragem e presença interna para realizarem suas próprias travessias.

Um bom exemplo disso é a história de João e Maria – temida por muitos adultos por apresentar um dos maiores medos que todos possuímos: o de sermos abandonados por aqueles que mais amamos. Sem dúvida, uma situação que desejamos evitar, mas a qual inevitavelmente estaremos expostos, afinal, todos os relacionamentos estão fadados à separação, seja por uma decisão intencional – como no caso dos pais dos protagonistas da história – ou contra a nossa vontade, como no caso da morte.

Creio que podemos ter mais recursos para lidar com essa e outras faltas se já tivermos experimentado parte delas por meio da Arte. E essa é, para mim, é uma das grandes qualidades da literatura. A possibilidade de nos tornar capazes de viver e sentir uma diversidade de experiências muito maior do que a nossa própria vida pode nos oferecer.

Creio que podemos ter mais recursos para lidar com sentimentos e faltas se já tivermos experimentado parte delas por meio da Arte. E essa é, para mim, é uma das grandes qualidades da literatura. A possibilidade de nos tornar capazes de viver e sentir uma diversidade de experiências muito maior do que a nossa própria vida pode nos oferecer.

Talvez por isso algumas crianças peçam tanto para que a história de João e Maria seja lida repetidamente. Ou quem sabe o desejo de ouvir inúmeras vezes este conto seja porque ele trata dos desejos que nos movem e, muitas vezes, nos expõem a tantos perigos. Ou ainda, porque sua leitura – assim como a de tantas outras histórias – nos dá a certeza de que só mesmo o amor é forte o suficiente para nos ajudar a atravessar, mesmo que sejam as florestas mais escuras.

 

 

***Denise Guilherme Viotto é mãe de Manoel (5) e  de Maria Morena (3). Mestre em Educação e idealizadora da Taba (www.ataba.com.br), empresa especializada em curadoria de livros infantis e juvenis, com um serviço de assinatura de livros que é referência em qualidade: o Clube de Leitores A Taba (loja.ataba.com.br).

OS NOVOS BRINQUEDOS DO ESPAÇO: Para as crianças, feito com carinho

Os novos brinquedos do Espaço da Vila, feitos pelas mãos de Lena e Ademir, divertiram, ensinaram, animaram e…. molharam as crianças… 

 

O verão estava indo embora e tínhamos que fazer alguma coisa para nos lembrar dele com carinho.

A Lena é a projetista e o Ademir o empreiteiro. Vão às compras e trazem madeiras, tecido, canos plásticos, calha, pregos, colas.

Medem tudo certinho e mãos à obra. Serra aqui, cola ali, emenda tudo, dá uma ajeitada e apalpam para ver se nada pode machucar.

Pronto para o teste e para o uso.

O barco foi um sucesso, pois todos eles quiseram subir para viajar.

O chafariz maluco, que espirra água para todos os lados, foi o que mais agradou!

Vejam aqui como a turma 2 se portou com o chafariz!

 

A calha, que virou um riozinho, não fez muito sucesso, pois se molhar era mais divertido que brincar com os barquinhos de papel!

O verão acabou, mas ainda tem dias bem quentes.

Os brinquedos ainda resistem com alguma dignidade.

Logo serão trocados por outros. Então, mais pesquisa na internet, mais ideias, mais tranqueiras e brincadeiras.

Que venham as próximas estações do ano com todos os seus encantos.

Da nossa parte, continuamos pesquisando, aprendendo e admirando a alegria das crianças, que pesquisam, aprendem e admiram esse mundo repleto de novidades.